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Crónica do Director

Desporto gera dinheiro

Tema recorrente, principalmente neste momento de crise, é o que ganham alguns profissionais de futebol, sejam eles jogadores ou treinadores.

Especula-se sobre o vencimento mensal de Cristiano Ronaldo, de Messi, de Neymar, de Mourinho, de Ancelloti, enfim fala-se de todos aqueles que, por força dos seus atributos, foram elevados a verdadeiras de estrelas mundiais, com uma projecção que, provavelmente, a maior parte das pessoas nem conhece o verdadeiro impacto de qualquer coisa que seja feita por estes verdadeiros astros do desporto rei.

No entanto, não são as estrelas mundiais do futebol o tema desta pequena crónica, mas sim a modalidade, a sua projecção, o seu mediatismo e as paixões que arrasta.

No fundo, o futebol pode e gera muito dinheiro, bastando para tal que se dêem os passos certos, nas horas exactas, promovendo, por exemplo, eventos de qualidade a ele ligados.

Foi o caso daquilo que aconteceu no passado fim-de-semana, no Complexo Desportivo Pauleta, na ilha de S. Miguel.

A Pauleta Azores Soccer Cup Under 13 englobou 12 equipas, duas estrangeiras (Paris Saint Germain e Atlético de Madrid), três continentais (Sporting, Porto e Benfica) e sete açorianas (Pauleta A e B, Santa Clara, S. Roque, União Micaelense, Lajense e Vitória) e transformou-se num verdadeiro cartaz dos Açores para o Mundo.

A envolvência ali criada, a forma como decorreu a prova, as equipas presentes e, principalmente, o público que não faltou à chamada dos organizadores foram condimentos que mostraram, mais uma vez, que o desporto e o futebol em particular são capazes de ser geradores de riqueza para as ilhas açorianas.

Há muito tempo que defendo, aliás, uma maior aposta nesta área, propondo que se deixe de olhar para a actividade física como um mero veículo de promoção desportiva.

Ao desporto está também associada a alta competição e através desta a Região poderá retirar muitos dividendos, bastando para tal que as pessoas se consciencializem de que realmente há frutos a retirar destas apostas.

Exemplos não faltam, com o caso do SATA Rallye Açores à cabeça, mas caros amigos e leitores do futebol também poderão vir lucros, provavelmente até mais constantes, ou mais regulares (se assim preferirem), por forças de termos os maiores clubes açorianos nas principais competições.

Claro que não poderão lá estar todos, mas, por exemplo, pergunto: porque não se fazem apostas por ilhas, em cada uma das modalidades?

Caros leitores, é que há tradição de feitos em algumas modalidades em cada uma das ilhas, como por exemplo, o andebol no Faial, o hóquei no Pico, o basquetebol na Terceira, o futebol em S. Miguel… e por aí fora.

Não seria mais lógico potenciarmos o que cada uma das ilhas tem de melhor? Penso que seria positivo, sem invejas, sem ciúmes e com apoios na devida medida das necessidades!

É porque o investimento inicial, vindo necessariamente das entidades oficiais, rapidamente teria retorno para a Região e para as próprias colectividades.

Até para a semana.

2013-06-12 08:00:00

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