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Opinião
A abertura para o Mundo
A natureza curiosa de muitas pessoas pode transformar-se no “fiel da balança” na apreciação daqueles que se colocam do lado positivo, vs. os do lado negativo, em relação ao estado de alerta para o que os rodeia – o todo social - uma vez que, no que se refere à relação do ser humano com o seu ambiente, os que procuram conhecê-lo melhor pertencem ao sector aberto à mudança.
A curiosidade é de facto um elemento definidor da “abertura”, da disposição para o crescimento, ou para a integração de novos elementos na panóplia de interpretações desse ambiente e na das competências necessárias no processo de lidar com ele. Dessa curiosidade depende também a vontade de ouvir explicações (mesmo que por vezes contraditórias às do próprio indivíduo) e de procurar entender a sua lógica.
Estes problemas que se colocam ao relacionamento dos seres humanos com o seu ambiente resultam da aparente versatilidade do mesmo, ou seja, do enorme número das suas percepções (tantas quantos os indivíduos em questão). Cada pessoa tem a sua percepção (resultante de experiências anteriores) do ambiente em que vive, parecendo que nunca haverá unanimidade quando às definições deste. Assim colocado, o problema parece não ter solução…
Outra que não a apresentada pelos ditadores: só recorrendo a alguém “mais bem dotado” para o interpretar poderá obter-se algum consenso no sentido a dar ao mundo. É nesta base que assenta o senso comum e é esta a desculpa para a sua continuidade. Porém, a realidade é outra bem diferente, como foi provado cientificamente.
O senso comum tem por vezes essas grandes falhas de realismo, levando depois a humanidade a percorrer caminhos errados. Neste caso, o resultado é o de inibir as pessoas a apresentarem a sua versão ou entendimento sobre o que as rodeia, impedindo igualmente a sua curiosidade. Certas de que não têm capacidade para o entender, perdem assim a possibilidade não só de aprender e de crescer mas também de ajudar os outros a fazê-lo.
2012-05-18 07:21:00















