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Opinião
Quando o fim coroa a obra…
Sábado, dia 11 de Setembro assinalam-se 9 anos sobre o atentado às Torres Gémeas. Este dia, mais do que um dia de luto para os Estados Unidos, devido ao seu efeito devastador de morte e destruição massiva, ficará na história da humanidade como o dia em que mudou o mundo contemporâneo. Instalou-se assim o sentimento que ninguém está imune nem protegido a esta possibilidade invisível mas real.
A resposta do mundo livre ocidental ao mundo do terrorismo tem-se expressado exclusivamente por intervenções militares e incremento do preconceito face às outras “tribos.”Adoptamos a postura dos fanáticos extremistas e em vez de separarmos águas, generalizámos, e o ocidente passou a significar liberdade, democracia e verdade e o oriente o mal, o fanatismo a opressão. Esta resposta tem tido como consequências, a justificação para as maiores potências ocuparem países de interesse geopolítico e económico e serviu de desculpa para os ditadores exercerem maior repressão sobre as populações e de maior argumento para os terroristas reforçarem a sua Guerra Santa contra as “forças diabólicas” do ocidente (faz-nos lembrar há uns séculos, só que no sentido inverso, em que as Cruzadas por lá andaram a lutar contra os ímpios, espalhando a palavra de Deus!). O que é certo é que volvidos séculos, o Homem não aprende com a experiência e com os erros e o mundo ainda não encontrou novos modelos e valores que permitam uma sã convivência, conhecimento e respeito pelas diferenças entre os povos, bem como um controlo global mais efectivo que proteja os direitos humanos. Persistimos na globalização do mundo impondo o nosso modelo como sendo o único e o certo.
Como o terrorismo não é só à escala global mas também regional e local, para além de uma estratégia mundial, é urgente que cada país olhe para a sua organização social, para as clivagens entre as camadas mais favorecidas e as que vivem em exclusão e pobreza, para a crise de valores, para a ausência de vínculos e de sentimento de pertença e de identidade, factores sociais e fossos que são autênticas bombas sociais prontas a detonar e que são vias que desembocam na violência e na própria racionalização da mesma. Os meios são justificados pelos fins o que leva à banalização da vida humana.
…os extremos tocam-se!
2010-09-07 11:45:27












